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Restrições à captura de sardinha já enervam pescadores da Póvoa e V.Conde

Começa oficialmente hoje o apoio do Governo à paragem temporária da pesca da sardinha. A portaria foi publicada ontem, um dia antes da reunião, marcada para hoje, entre as organizações de armadores, a Direção-geral e a Secretaria de Estado das Pescas. O presidente da Apropesca – Organização de Produtores de Pesca Artesanal, Carlos Cruz, diz que não faz nenhum sentido a portaria sair quando ainda há negociações em curso a Apropesca tem 12 barcos ativos na pesca do cerco a trabalhar à sardinha, todos registados na Póvoa e em Vila do Conde.

Desde 31 de Maio, na divisão de quotas por organizações de pesca, ficou com 150 toneladas para pescar, ou seja, Carlos Cruz estima que a quota só dê até ao final do mês. Com a quota esgotada em Peniche e na Nazaré, a portaria do secretário de Estado do Mar saiu ontem para definir regras. A paragem é, à semelhança do que aconteceu em 2014, voluntária. As embarcações podem aderir por um período mínimo de 30 dias e um máximo de 90, que nunca poderá ultrapassar o dia 30 de Novembro.

Durante esse período, com paragem comprovada pela capitania, cada pescador recebe 20 euros por dia e os mestres 24 euros. O armador recebe ainda um apoio em função do tamanho da embarcação. Podem concorrer aos apoios barcos, com pelo menos 45 dias de atividade e um volume de sardinha não inferior a 7,5 por cento do total do pescado. No ano passado, a pesca da sardinha esteve parada entre 19 de Setembro e 1 de Março. À paragem forçada por limite da quota, entre Setembro e Dezembro, o Governo juntou o defeso, entre Janeiro e Março, e os barcos estiveram mais de seis meses encostados ao cais.

Carlos Cruz diz que o setor não aguenta outro ano ainda pior e o presidente da Apropesca diz que os pescadores só querem mais um pouco de quota para poderem trabalhar, lembrando há muitos outros setores que, nesta altura do ano, dependem da sardinha como o do turismo. No entanto, A ministra do Mar, Assunção Cristas, já disse que “não pode evitar a paragem” e um aumento de quota está “fora de questão”, sob pena de haver penalizações da União Europeia.

 

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